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Por que essa preocupação é razoável

A preocupação

A objeção, dita como deve ser

Você procura algo comum — quanto tempo assar um frango, qual das duas cadeirinhas é melhor, o que significa uma palavra numa carta da escola — e os resultados parecem escritos para serem encontrados, não para serem lidos. As avaliações de um produto têm todas o mesmo formato e o mesmo entusiasmo. No grupo da família chega um vídeo mostrando algo que seria notícia importante se tivesse acontecido. Nada disso se anuncia. Você só percebe que cada dia sai mais tempo seu para decidir se as coisas são reais.

O que transforma isso em objeção, e não em mau humor, é o preço. Produzir um parágrafo que soe convincente, ou uma fotografia de algo que nunca aconteceu, custava o tempo de uma pessoa e alguma habilidade. Esse custo era a única coisa que limitava quanto disso existia: não o bom gosto, não as regras, não a política de ninguém. Agora caiu para quase nada. Tudo cujo preço cai tanto chega em volume, e isso não é uma afirmação sobre esta tecnologia em particular. É como a oferta se comporta.

A preocupação também é descartada com um apelo à história, e não deveria. A web tem lixo desde que tem páginas: fazendas de conteúdo feitas para os buscadores, correntes de e-mail, avaliações escritas por quem nunca teve o produto. Esse histórico costuma ser usado para dizer que nada mudou. Alguém ter errado nos detalhes de uma onda anterior não prova que erre agora, e cada uma daquelas ondas mudou de fato para que servia a web. Quem diz que a sensação mudou está descrevendo alguma coisa, e “isso já existia antes” não responde a “agora tem muito mais”.

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